domingo, 30 de setembro de 2007

DO REAL, DO IMAGINÁRIO, CILDO MEIRELES











Marulho, Cildo Meireles

Por quanto mares naveguei nas páginas de incontáveis livros, tantos lugares conheci, com suas histórias, memórias, personagens, sorrisos, ruídos, cheiros...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

DO BANAL E DO SUBLIME, AINDA JORGE MACCHI

A transformação de uma mídia associada ao sensacionalismo e ao banal em suporte de arte, como é o caso do jornal diário e de suas páginas policiais, em algo "sublime", também é um viés interessante para refletir sobre Jorge Macchi.
"Un charco de sangre" é um chavão utilizado nas páginas policiais, repetido, redundante, artifício dos meios de massa. Mas, em Macchi, a redundância ganha outros sentidos... Que ao mesmo tempo que transforma, denuncia o mesmo, a violência massificada, industrialmente padronizada nas páginas de jornais.

sábado, 15 de setembro de 2007

ARTISTAS ESSENCIAIS, JORGE MACCHI








Ainda Jorge Macchi... Diferente dos discursos rápidos, o que sempre encanta em um projeto artístico são os seus silêncios. Como lacunas, os silêncios nos interrogam. A contemplação pode nos devolver a possibilidade de investigar nossas indagações mais profundas sobre a condição humana, sobre nós mesmos...
E este tempo em que estamos vivendo.

domingo, 9 de setembro de 2007

JORGE MACCHI: SANTANDER CULTURAL















"Un charco de sangre", Jorge Macchi.

Vale a pena conhecer mais em: www.jorgemacchi.com/cast/obra08.htm
E visitar no Santander Cultural.
Ao mesmo tempo em que as rotinas do cotidiano formam uma trilha sonora repetitiva, creio que se reencantam quando transformadas em música, em pautas musicais...

DA CONDIÇÃO HUMANA, "MEPHISTO"

Feriados e acasos podem trazer descobertas ou (re) descobertas, como (re)ver um filme que assistimos com outros olhos.
Perturbador. Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1981 e melhor roteiro no Festival de Cannes, o filme húngaro “Mephisto” faz refletir sobre a ambição que leva os seres humanos a trair amigos e convicções. E que trair é sempre trair-se... Nunca a alguém, a alguma causa, ideia ou a algo...
Baseado no livro de Klaus Mann, o filme conta a história de um ambicioso ator provinciano que aspirava à fama, e ignorava a situação política do seu país. Deixando a província, alcança a popularidade com que sonhava e, ao aliar-se ao poder, perde a si mesmo...
Com uma excelente interpretação de Klaus Maria Brandauer, “Mephisto” é um daqueles momentos em que o cinema revela-se uma grande arte... Um drama atemporal, uma reflexão sobre a condição humana e micro ou macropoderes, o dilema de Fausto é sempre atual...
A direção é de István Szabó, premiado mais de 60 vezes, entre Cannes, Locarno e Oberhausen.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

ALICE & LABIRINTOS















O mundo e a condição humana ainda estão por serem pensados... Essa ideia de interrogação permanente, de reencantamento e descoberta anima a confiança de que há muito por descobrir e uma motivação para seguir adiante, apesar de um certo mal-estar contemporâneo.
Duas coisas se encontram neste mês de setembro, mais uma Bienal de Artes de Visuais do Mercosul, alterando e reencantando a cidade e a exploração do labirinto que é a web. Desta vez, não pude resistir.