terça-feira, 17 de março de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
A MAGA
Todo dia se entregava
a rituais de negra magia.
Transformava-se em meias,
cuecas, camisas lavadas.
Mutava-se em objetos mudos,
escusos, como uma xícara de chá.
Seu nome, o que fora um dia,
dissolvia-se, desaparecia,
ao ligar o aspirador de pó.
Marcadores:
Artes. Poesia. Maria Alice Bragança
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