sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A MAGA



Todo dia se entregava

a rituais de negra magia.

Transformava-se em meias,

cuecas, camisas lavadas.

Mutava-se em objetos mudos,

escusos, como uma xícara de chá.

Seu nome, o que fora um dia,

dissolvia-se, desaparecia,

ao ligar o aspirador de pó.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

GRAFITE

A poesia chamou-me ao canto e disse:
Canta a corda que te amordaça
Canta e põe força nos dentes.